Entrevista Com O Revisor

Você conhece o SUp3rFM? Ele é o homem por trás da revisão de todos os geocaches do Brasil, se você já criou um, com certeza já recebeu uma mensagem desse nobre português. O Geocaching Brasil entrevistou ele e perguntou entre coisas a opinião dele do jogo aqui Brasil, como é a experiencia dele sobre o jogo e como ele virou revisor.

1. Seu nome real, idade, onde mora.

Hugo Carvalho Silva, 36 anos, Lisboa, Portugal.

2. Como e quando você começou a praticar Geocaching?

Foi em 2004 que comecei a ouvir falar de geocaching. Uns amigos já tinham começado e me falaram dessa atividade. Eu não fiquei muito curioso, achei que era uma atividade para perder tempo. No entanto, acho que foi em Março de 2005, acabei por experimentar no terreno como era mesmo o Geocaching. Foi o suficiente para provar que estava errado. Gostei muito da experiência e comecei a tentar comprar um GPS usado. Chegou em Agosto desse ano e tem sido uma loucura desde aí!

3. Como você fez para virar revisor? O que você acha de trabalhar como um revisor?

O processo de seleção é misterioso. Só posso dizer que acho que fiz tudo bem para a Groundspeak me considerar capaz para desempenhar a função. Ainda bem porque é um orgulho poder ter este papel nesta atividade maravilhosa e poder lidar com tantas comunidades que tanta paixão pelo geocaching.
Eu gosto do meu trabalho como revisor. Já são mais de 2 anos a publicar caches, mais de 10.000, espalhadas por Portugal, Espanha, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Princípe. São esses os territórios onde atuo. Confesso que o Brasil é um território que gosto bastante. Já visitei em férias – e até fiz geocaching nessa altura – e há sempre uma ligação natural com o nosso verdadeiro país-irmão.

4. Em sua opinião, o que faz ter 10 vezes mais caches no Portugal do que no Brasil?

Portugal tem uma população que está sempre no grupo dos “early-adopters”. Qualquer coisa que sai novo de tecnologia, os portugueses estão lá. No mercado dos celulares, internet, tv digital, etc, você encontra sempre referências a Portugal. Por outro lado, os GPS não são assim tão caros quanto no Brasil. Creio que é o conjunto dessas duas características. No entanto, eu tenho vindo a assistir ao crescimento do Geocaching no Brasil e os números – que parecem pequenos, mas não são! – acabam por ser impressionantes. Acho que os smartphones no vosso país vão ajudar ao crescimento da atividade. Tem tanta coisa por descobrir por aí, tanto lugar bonito à espera de um geocache. É só uma questão de tempo. Vocês vão chegar lá!

 

5. O cache mais legal que você já visitou e o porquê.

Já fiz pouco mais de 1800 caches e fica difícil dizer qual foi o melhor. Tem sempre diferenças que colocam os caches no topo de diferentes rankings. Por exemplo, já subi numa árvore a mais de 30 metros para encontrar um cache, já fui no fim de uma mina abandonada para encontrar outra, já entrei em grutas, já encontrei caches de bicicleta que demoraram 6 horas a terminar, etc. Não consigo dizer qual a melhor. Sabe, até mesmo aquela bem no meio do jardim na sua cidade pode ser um excelente cache dependendo das circunstâncias.

6. E o que você está achando dos challenges no geocaching.com

É uma opção interessante por parte da Groundspeak. É mais uma alternativa para dar uso ao seu GPS/Smartphone e encontrar algo parecido com o geocaching. Acho que tem muito potencial para ser mais uma atividade que vai mobilizar muitos milhares de jogadores. A oferta é maior, só temos a ganhar.

Uma Resposta Ao Tópico Entrevista Com O Revisor

  1. Karina Nava says:

    Achei interessantíssimo essa atividade. Lendo tudo sobre Geocaching notei que não é uma prática tão nova,embora eu a desconhecesse até hoje (01/1/2012).Nesse sentido,imagino que,no Brasil,tal “esporte” ainda é bastante desconhecido,e portanto,necessita ser divulgado,já que é uma atividade bastante interessante,sem custos em que coloca o corpo e a mente para agir.

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